Lançamento oficial · 24 de novembro

Incentivar para Cuidar

Um estudo inédito sobre o potencial do investimento social incentivado para fortalecer a saúde no Brasil.

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  • 24 de novembro de 2026
  • Evento online · 17 horas

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★ Resumo executivo · estudo inédito · 1ª edição 2026 · acesso reservado

Incentivar para Cuidar.

Painel de gestão à vista do estudo sobre o papel das leis de incentivo no financiamento de projetos de saúde no Brasil — os números, lacunas e oportunidades que ajudam hospitais e instituições a captarem mais recursos.

  • 35 páginas de análise
  • 30 gráficos oficiais
  • 4 mecanismos
  • Desk research · triangulação
  • dez/2025–nov/2026

Potencial mapeado nos mecanismos de incentivo fiscal

R$ 700+ mi

PRONAS/PCD + PRONON · teto anual

0

fundos FIA + FDI regularizados

0

instituições credenciadas (MS)

1% / 6%

limite do IR · PJ Lucro Real / PF

A tese em uma conta

Investimento de estruturação
R$ 1

Diagnóstico documental + elaboração técnica do projeto na lei de incentivo.

→
Captação alavancada
R$ 15

Recursos mobilizados via PRONAS/PCD, PRONON, FIA e FDI para o projeto estruturado.

! Por que importa para a saúde

O estudo mostra que 57% do teto federal de renúncia vira projeto e que a saúde tem ampla aceitação nos fundos. O gargalo é de estrutura e acesso — exatamente onde o capital catalítico atua, convertendo potencial subutilizado em cuidado concreto.

A tese

Transformar lógica tributária em cuidado concreto.

As leis de incentivo não substituem o SUS — atuam como catalisador complementar que direciona parte do imposto devido a projetos de saúde previamente analisados e aprovados.

5% do PIB

gasto público em saúde — sustenta o SUS para 75% da população.

6% do PIB

gasto privado, concentrado em ~¼ da população. As leis conectam recursos privados ao interesse público.

R$ 700+ mi

potencial anual via PRONAS + PRONON — alavanca ainda fortemente subutilizada.

Premissa central: esses recursos são complementares e indutores — não substituem o financiamento público nem a rede do SUS. Focalizam populações específicas: pessoas com deficiência, pacientes oncológicos, crianças, adolescentes e idosos.

01 · Painel de indicadores · os números que importam

Saúde nos fundos
91% / 82%

dos fundos FDI / FIA aceitam projetos de saúde. A porta está aberta.

Gap de aprovação
57%

do teto PRONAS/PCD+PRONON virou projeto (2013–24). ~R$ 300 mi/ano na mesa.

Concentração
5% → 50%+

apenas 5% dos municípios movimentam mais da metade do volume nacional.

Janela crítica
Dezembro

concentra as doações via IR — mas as aprovações saem tarde. Antecipar é estratégico.

02 · Os quatro mecanismos com interface em saúde

FIA · saúde como meio

Fundo da Infância e Adolescência

Universo potencial5.566
Regularizados3.304 (59%)
Aceitam saúde82%
Editais (2 anos)49%
Limite PJ / PF1% / 6%
FDI · saúde como meio

Fundo do Idoso

Regularizados1.819
Aptos (do recorte)67%
Aceitam saúde91%
Editais (2 anos)37%
Público60+ anos
PRONAS/PCD · saúde como fim

Pessoa com deficiência

Teto 2025/26R$ 182 mi
FrentesAssistência · Pesquisa
GovernançaMin. da Saúde
PlataformaTransfereGov
Base legalLei 12.715/12
PRONON · saúde como fim

Atenção oncológica

Teto 2025/26R$ 522 mi
FocoPacientes oncológicos
Maior da série2026
GovernançaMin. da Saúde
Base legalLei 12.715/12

Hiato legislativo superado: a validade dos incentivos federais expirou em 2020, gerando incerteza. A Lei nº 14.564/2023 prorrogou os benefícios — PF até 2025 e PJ até 2026 — reabrindo a janela de captação que o estudo analisa.

03 · Análise de dados · onde estão oportunidades e gargalos

O gap entre potencial e realização · 2013–24
57%aprovado
Virou projeto · 57%Deixado na mesa · 43%

≈ R$ 300 mi/ano de potencial não acessado

Saúde nos fundos · FIA × FDI
82%FIA
91%FDI

A saúde é amplamente aceita nos dois fundos — o gargalo não é de regra, é de acesso e estrutura.

Transparência sobre retenção · governança
40%não informam
Informam · 60%Não informam · 40%

Conselhos podem reter até 20% do captado (MROSC) — a falta de informação reduz a previsibilidade de quem capta.

Instituições credenciadas · 2.434 (MS)
2.434instituições
PRONAS/PCDPRONONAmbos

Distribuição por programa federal · base Ministério da Saúde até 2024.

Ecossistema dos fundos · onde o funil aperta
FIAFDI
59%67%
Regularizados
49%37%
Editais (2 anos)
52%67%
Emitem chancela

Da regularização à chancela — % em cada etapa do acesso.

Regularidade de editais por região · últimos 2 anos
Sul54%
Sudeste51%
Nordeste38%
Centro-Oeste35%
Norte10%

% de fundos que abriram chamamento público · assimetria territorial.

Concentração regional dos recursos mobilizados · % por mecanismo
FIAFDIPRONAS/PCDPRONON
Norte
Nordeste
Centro-Oeste
Sudeste
Sul

O Sul recebe mais da metade dos recursos em quase todos os mecanismos — apesar de representar menos de 15% da população.

Sinal de alerta (BISC 2025): a saúde caiu para a 12ª posição no ranking de causas apoiadas por empresas. Em 2024 foram R$ 266,4 mi destinados à saúde, ainda que 47% das empresas mantenham programas ativos.

04 · Mapa do Brasil · o dinheiro da saúde tem CEP

Recursos captados por região
Sul · ~15% da população45%
Sudeste34%
Centro-Oeste10%
Nordeste · 9 estados8%
Norte · 7 estados3%
Participação no total captado
Sul45%
Sul · 45%Sudeste · 34%Centro-Oeste · 10%Nordeste · 8%Norte · 3%

Insight crítico: o Sul, com menos de 15% da população, recebe quase metade dos recursos. Norte e Nordeste somam apenas 11% — reflexo de desigualdade de capacidade institucional, não de necessidade em saúde.

05 · Jornada do recurso · onde o valor escapa

Universo total mapeado (fundos + teto federal)100%
Fundos regularizados na Receita Federal~63%
Fundos com chamada pública aberta (2 anos)~43%
Teto PRONAS/PRONON efetivamente aprovado57%

As perdas não são lineares: cada mecanismo tem seu funil. O denominador comum é a capacidade institucional — regularização, acompanhamento de editais e estrutura de captação determinam quem chega ao fim. Apenas R$ 0,57 de cada R$ 1 autorizado vira projeto.

06 · Calendário · a janela crítica de dezembro

Ciclo anual de captação · IR
JAN
FEV
MAR
ABRDecl. PF
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUTIdeal edital
NOVIdeal aprov.
DEZPico IR PJ
Janelas estratégicasPico de captação (IR PJ)

Diagnóstico: em 2024, projetos do PRONAS/PCD e PRONON foram aprovados às vésperas do Natal, sobrando poucos dias úteis para captar antes do fim do ano fiscal — a meta de instituições participantes atingiu só 94,12% do previsto.

Recomendação central: antecipar aprovações para novembro, adotar ciclos contínuos de submissão e ampliar o prazo de captação para 12–24 meses após a aprovação.

07 · Insights estratégicos · sete aprendizados

Mecanismos são complementares

Não substituem o SUS: são alavancas para inovação, focalização e fortalecimento institucional.

Governança determina o impacto

Qualidade dos conselhos, transparência e capacidade técnica influenciam a efetividade dos recursos.

Chancela reduz risco

Ao validar projetos previamente, conselhos funcionam como curadoria pública e aumentam a confiança do doador.

O território importa

A existência do mecanismo não garante uso equitativo. Capacidade institucional e articulação local são chave.

Rede e parcerias multiplicam

Parcerias para captação, comunicação e elaboração técnica geram profissionalismo e resultado real.

Captação é estratégia

Quem se antecipa, estrutura narrativa de impacto e cultiva relacionamento com doadores performa muito melhor.

08 · Plano de ação · o que cada ator faz agora

Hospitais e OSCs proponentes

  • Verificar CEBAS, OS, OSCIP ou CNES ativo
  • Diagnóstico social + matriz lógica
  • Estruturar time de captação
  • Narrativa de impacto com indicadores
  • Inscrever-se em editais ativos
  • Aprovar no PRONAS/PRONON antes de novembro

Conselhos e gestores públicos

  • Calendário de editais alinhado ao IR
  • Publicar retenção, chancela e prazos
  • Capacitar conselheiros em governança
  • Digitalizar submissão e monitoramento
  • Parcerias intermunicipais
  • Dados abertos (LGPD-respeitado)

Empresas e patrocinadores

  • Mapear o limite de 1% do IR (Lucro Real)
  • Integrar destinação à estratégia ESG
  • Usar chancela para reduzir risco
  • Parcerias plurianuais com a saúde
  • Exigir indicadores e relatórios
  • Copatrocinar programas como o Ecoa Saúde

Estudo "Incentivar para Cuidar", 1ª edição 2026 · Incentiv. Uso interno e de patrocinadores/parceiros do Ecoa Saúde. Fontes: Ministério da Saúde (2026) e Pesquisa Incentiv (2026).

A coalizão

Quem realiza, patrocina e apoia o programa